Facebook Pixel Como saber o retorno financeiro que a minha clínica gera? - E-saúde

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Retorno financeiro: como saber quanto minha clínica está faturando?

Publicado em 18.10.2017

Retorno financeiro: como saber quanto minha clínica está faturando?

O retorno financeiro é uma das premissas operacionais de todas as clínicas médicas. Não há como promover melhor qualidade de vida para as pessoas se não houver o correspondente lucro com consultas e tratamentos.

O trato diário com pacientes nem sempre permite ao médico reservar tempo para cuidar da gestão da clínica. Não é difícil encontrar bons profissionais que não sabem, por exemplo, quanto custa o valor da hora na clínica ou mesmo seus próprios custos fixos mensais.

Para ajudar a avaliar com mais eficiência o faturamento de uma clínica, destacamos pontos básicos, relativos ao fluxo de capitais. Em primeiro lugar, vamos falar da parte mais sensível na gestão: a divisão dos custos. Acompanhe!

Não há retorno financeiro se os custos forem desconhecidos

Antes de se debruçar sobre a análise dos custos, é necessário entender que eles se subdividem em fixos e variáveis. Em linhas gerais, custos fixos são os que não variam em função da produtividade, permanecendo mais ou menos estáveis ao longo do tempo. Entre esses custos, estão as despesas com água, luz, internet e aluguel.

Já os custos variáveis serão maiores ou menores, conforme varia a quantidade de atendimentos realizados. Por exemplo, se a clínica atender mais pacientes, vai gastar mais com a compra de receituários. Se realizar mais procedimentos ambulatoriais, vai ter mais despesas com materiais como curativos, medicamentos ou material descartável.

Os custos fixos e variáveis dependem do período avaliado

Nessa balança de custos, é importante mensurar as despesas em função do tempo. Um custo fixo pode se tornar variável, dependendo de quanto ele tende a se modificar ao longo de um período. Também devem ser considerados os investimentos que antecedem a operação da clínica, entre os quais estão marketing, obras e despesas burocráticas, que devem ser cobertos nos primeiros meses de operação.

Um exemplo disso é o custo com equipamentos. Um conjunto para refração oftalmológica pode ser considerado um custo fixo, considerando apenas seu preço e quanto custa para ser mantido. Porém, se ponderarmos sua depreciação, ele vem a ser um custo variável, uma vez que entra no cálculo a perda de valor sofrida num dado período, causada pelo seu desgaste natural e obsolescência.

Para medir o faturamento, calcular o ROI é imprescindível

Antes mesmo do início das atividades, todo médico precisa estimar em quanto tempo sua clínica vai gerar lucro. Essa estimativa pode ser calculada usando uma fórmula simples que resulta no ROI, o retorno sobre o investimento.

No cálculo do ROI, é utilizada a seguinte equação:

ROI = Lucro Atingido – Investimento Inicial / Investimento Inicial

Vamos supor que a clínica faturou (ou projeta) R$ 500 mil de lucro num período de 3 meses. O custo total para operar ao longo deste trimestre foi de R$ 250 mil. Nesse caso, a conta fica desta forma:

ROI = 500.000-250.000 / 250.000

ROI = 1

Nesse caso hipotético, a clínica obteve retorno equivalente ao dobro do que foi investido no período considerado. A lucratividade foi de 100%.

O cálculo do ROI pode ser replicado para todas as atividades da clínica, inclusive para fazer avaliações diárias relativas ao fluxo de caixa e capital de giro. Outros componentes entram no cálculo para aferir o retorno financeiro, mas começar pelo ROI já garante um bom ponto de partida.

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