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É o fim das selfies para os médicos? CFM publica novas regras de publicidade médica nas redes sociais

Publicado em 30.09.2015

É o fim das selfies para os médicos? CFM publica novas regras de publicidade médica nas redes sociais

O Conselho Federal de Medicina está sempre atento em relação à divulgação de assuntos médicos por meio de entrevistas, anúncios publicitários e a maneira como os profissionais realizam a publicidade médica nas redes sociais, com o objetivo de ajustar as regras a respeito dessas ações o CFM publicou nesta semana uma atualização das normas com o reforço de regras que já vinham sendo exigidas e alertando para e a forma adequada de interação dos profissionais em canais de mídias sociais.

Uma das regras que mais chamou atenção foi a que trata das selfies, os autorretratos, feitas com pacientes em situações de trabalho e de atendimento. Com a mudança, os médicos estão proibidos de divulgar este tipo de fotografia, bem como imagens ou áudios que caracterizem sensacionalismo, autopromoção ou concorrência desleal.

Os médicos têm liberdade para registros pessoais em suas redes sociais, nos momentos de lazer, o que não é permitido são as divulgações com pacientes, inclusive com fotos de “antes e depois” a fim de promover o próprio trabalho, prática que já era proibida.

A publicidade médica nas redes sociais divulgando técnicas não consideradas válidas cientificamente também foram abordados no âmbito da Resolução CFM nº 2.126/2015, como já havia sido determinado pela Resolução anterior, de 2011, continua sendo vedado ao médico anunciar especialidade/área de atuação não reconhecida ou especialidade/área de atuação para a qual não esteja qualificado e registrado junto aos Conselhos de Medicina. O médico também está proibido de divulgar a posse de títulos científicos que não possa comprovar e nem induzir o paciente a acreditar que está habilitado num determinado campo de atendimento ao informar que trata sistemas orgânicos, órgãos ou doenças específicas

A nova Resolução estará disponível, na íntegra, no site do CFM após publicação no Diário Oficial da União, momento de marca a validação das novas regras e que deve acontecer ainda nesta semana. O reforça de decisões já estabelecidas e as novas regras visam proteger a privacidade e o anonimato do ato médico, uma relação que deve envolver apenas o médico e o paciente e não deve ser motivo de livre divulgação e autopromoção.

É possível afirmar que o marketing médico pode ser feito de maneira ética, sem a necessidade de contrariar as regras, levando aos pacientes informação e conteúdo relevante, fazendo com que o médico ofereça à sociedade parte do seu conhecimento sem precisar de meios duvidosos de publicidade médica nas redes sociais. Se você quer saber mais a respeito do marketing médico ético e eficaz, entre em contato com nossa equipe.

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