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Como o conceito eHealth tem revolucionado a Saúde no mundo

Publicado em 15.03.2012

Como o conceito eHealth tem revolucionado a Saúde no mundo

O futuro da Saúde parece estar atrelado a um conceito chamado eHealth. A integração entre as tecnologias de informação e os processos de comunicação tem revolucionado a organização dos sistemas de saúde no mundo. O consultor internacional em estratégias de utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação em Saúde (eHealth), Guilherme S. Hummel, fala a revista Saúde Web, para entendermos para onde caminha o setor:

A indústria de eHealth é uma das que mais cresce no mercado mundial. Desde o início deste século as Tecnologias de Informação e Comunicação em Saúde (TICSs) vêm se mostrando poderosas aliadas para a geração de valor dentro dos Sistemas de Saúde (públicos e privados). eHealth é a utilização eficiente e efetiva das TICSs na área médica, notadamente em todas as verticais centradas no paciente.

Existe um componente que vem acelerando o processo de adoção de eHealth dentro da Cadeia de Assistência à Saúde: o crescimento exponencial da utilização de aplicações (Apps) de Saúde (mobile health) por parte do usuário final. Chamemos este de ePatient, ou de qualquer outro neologismo, ele está “pressionando” os Sistemas de Saúde. Seu empowerment é uma agulha injetando energéticos no debilitado corpo da Atenção Primária, por exemplo.

Os custos do setor e as péssimas condições de atendimento criaram ao longo do Século XX descrédito e desconfiança. A Cadeia de Assistência, geralmente governada por profissionais da comunidade médica, por sua vez, é reativa às mudanças, principalmente quando estas envolvem perda de poder, ou redução de prestígio.

Mas tudo isso está mudando, mais rapidamente em alguns países e menos em outros (como o Brasil). O conceito de eHealth quebra paradigmas, remove obstáculos culturais e desocupa catedrais de imobilismo que desde a Revolução Industrial fizeram do setor de Saúde uma das mais atrasadas áreas da administração humana. Países como Índia, Paquistão, Chile (sem falar dos grandes como França, Alemanha, Canadá, etc.) estão obtendo excelentes resultados usando soluções de eHealth para atendimento à distância, controle de endemias, gestão de medicamentos e administração efetiva de patologias crônicas.

Sempre é bom lembrar que a Tecnologia por si só não resolve nada, mas nada será operacional em escala sem a sua utilização. Um exemplo dessa revolução será cada vez mais testemunhado pela sociedade nos próximos anos: a Teleconsulta (consulta entre médico e paciente, realizada de forma não presencial, utilizando telecomunicação fixa ou móvel). É difícil não imaginar que em poucos anos médicos e pacientes estarão muito mais vinculados de forma digital do que presencial. A Teleconsulta jamais vai substituir a consulta presencial, mas será de enorme relevância para uma relação ótima entre as duas partes. Observação: legislar de forma contrária a sua utilização é não menos que perda de tempo. A própria Organização Mundial da Saúde incentiva as praticas de teleassistência a distância.

Aplicações, equipamentos de monitoramento remoto, estações de vídeo conferência clínica e várias outras soluções tecnológicas estreitarão muito mais a relação entre médicos e pacientes. Mais que isso, médicos serão remunerados por essa consulta remota complementar, como já acontece em vários países.

A “Primavera da Saúde” começou em alguns países há algumas décadas exigindo transformação. É difícil imaginar que não teremos um sistema mais justo, com uma atenção mais efetiva, depois dela. Certamente que outros problemas virão, mas é preciso resolver pelo menos os mais antigos para pensarmos nos novos. As TICSs instrumentalizam os atores, promovem o relacionamento entre eles e ajudam a reduzir (ou ao menos controlar) a crescente espiral de custeio. Um pensamento do pesquisador Ramalingaswami: “É necessário mais dinheiro para a saúde, mas é preciso, sobretudo, mais saúde para cada unidade de dinheiro investida”. Bingo!

Aplicações como Prontuário Eletrônico do Paciente, Sistemas de Gestão Hospitalar, Sistemas de Telemonitoramento Remoto (TeleHealth), ou mesmo soluções como o Registro Nacional de Saúde são alvo de quase todas as nações que estão conseguindo ganhos de gestão e redução de custeio em seu “ecossistema assistencial”.

Ferramentas de Suporte à Decisão Clínica, Telemedicina, Telecuidado Móvel (mHealth), Medical Call Center, Registro Pessoal de Saúde (PHR), entre tantas outras estão transformando o setor de Saúde rapidamente. Deixaram de ser uma prática da modernidade para se tornarem o eixo que suporta o gerenciamento da Atenção ao Paciente.

Fonte: Saúde Web

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